quinta-feira, 20 de maio de 2010

Segundo dia:

Saímos de Roncesvalles na esperança de que a caminhada seria mais fácil. Mas... não foi. Diziam que a subida não seria tão íngreme quanto no primeiro dia, mas, teve subidas bem cansativas e planos mais tranquilos.
Na primeira vilazinha compramos maçãs, uma laranja e um chocolate. Ainda tínhamos pão, queijo e linguiça. A paisagem era linda como no primeiro dia. Igor tirava fotos de tudo. Decidimos parar mais vezes para descansar. Afinal, tínhamos todo tempo do mundo para curtir. Pelas 14 horas abrimos nosso colchonete e deitamos. Dormi uns quinze minutos e cheguei a sonhar. Igor teve "saiden schtich", uma dor muito forte no lado esquerdo, abaixo das costelas.
Fiquei preocupada com ele pois sentia também muita dor na omoplata porque carregara peso demais no dia anterior. Por isso eu mesma carreguei minha mochila. Nas subidas eu tentava fazer respiração rítmica para aguentar melhor. Acho que funcionou porque aguentei melhor. Lamentei caminhar tão devagar. O Igor, com certeza, caminharia bem mais rápido se estivesse sozinho. A Mônica e o Alexandre (casal de Brasília) fizeram o trajeto em duas horas a menos do que nós porque eu não consigo caminhar mais depressa. É verdade que eles não levavam suas mochilas. Segundo o Igor, o verdadeiro peregrino tem que carregar sua mochila. Levamos dez horas para os 27 km. Apenas uma hora a menos do que no primeiro dia.
Chegamos a Larrasoaña às 17 horas. Encontramos um albergue municipal. Encontramos e conhecemos Isca e Iris, duas alemãs. Eu as ouvi falando alemão quando tentei treinar um pouco o meu . Igor falou espanhol com Isca e inglês com Iris.
Jantamos: sopa de alho, um mexido de carne e batata acompanhados de vinho, e, de sobremesa um sorvete. A servente era muito bonita. O lugar também nos impressionou: parecia ser um porão numa construção antiquíssima. Muito aconchegante, ameaçava chover, antes da janta. Trovões e relâmpagos do jeito que eu adoro. Decepção: caiu apenas uma chuvinha passageira.
Conhecemos também duas espanholas: Isabel e Catarina (Cati) que ao saberem das dores do Igor (omoplata) ofereceram uma pomada que o aliviaria. Fomos ao albergue delas e realmente a pomada e a massagem da Cati foram milagrosas.
O Igor passou o dia preocupado com o que faríamos porque achava que eu não aguentaria e também ele tivera muita dor. Sugeri tentarmos até onde desse: dia por dia. Eu supunha que a gente aprenderia a caminhar.
Esse lugarzinho, lindo e tranquilo nos marcou e ficou gravado em nossos corações.

Roncesvalles a Larrasoaña - dores no corpo todo

Estava muito frio e estávamos cansados, resolvemos levantar quando o movimento do quarto estava maior. Fora do pequeno quarto começamos a arrumar nossas coisas na mochila. Começamos a andar as 7 da manhã com muito vento, está difícil para a mãe. Meus ombros estão estourados.

Passei por diversos lugares familiares, tirei algumas fotos. Mesmo cansados, decidimos fazer o mesmo trajeto da outra vez e não ficamos em Zubiri, seguimos direto para Larrasoana. Chegamos as 5 de uma tarde bem ensolarada e, noalbergue, pegamos um quarto proximo ao que fiquei da ultima.

Fomos jantar no único restaurante que havia. Choveu enquanto jantavamos. Uma espanhola de barcelona fez uma massagem ótima com voltrem e aliviou muito meus ombros, recomendou que comprassemos analgésicos no outro dia pois ali não havia farmácia (combinei em montar uma com a mãe naquela cidade, pois a adoramos). Nada de usb ainda, começo a me preocupar com as fotos. Conhecemos Iska e Iris, duas garotas com quem a mãe pode treinar o alemão.

Gastos larrasoana

5 frutas
12 albergue larrasoana (café eu acho)
22 janta

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Esqueci de registrar a admiração das pessoas pelo Igor, vendo-o carregar as duas mochilas. Todos comentavam, elogiavam, principalmente as mães o comparavam com seus filhos. Eu, então, sentia um misto de vergonha pela minha fraqueza ; orgulho pelo filho maravilhoso com que a vida me presenteara; pena por sobrecarregá-lo dessa maneira... Ainda mais que ele também já sentia dores nos pés. Também, quem não as sentiria depois de subir os Pirineus a pé? É uma glória, com certeza, mas sofrida, muito sofrida...
Nesse dia passamos pela primeira prova do caminho. Levantamos cedinho, cheios de entusiasmo. Queríamos ser os primeiros... Encantados com o frio gostoso do amanhecer, com a majestade dessa paisagem francesa: montanhas, cavalos, ovelhas, cerração, pedras muito antigas, vacas pastando... muitos peregrinos nos ultrapassando... E... só subida... Fiquei assustada... Ficou difícil. Já nas primeiras horas chorei com pena do Igor. Tinha medo de decepcioná-lo por não conseguir fazer o caminho. Eu não teria conseguido prosseguir mas ele, gentil e preocupado, ofereceu-se para carregar minha mochila também (junto com a dele dava uns 16 quilos: o dobro do que ele deveria carregar). Isso foi na subida dos Pirineus. No topo, de repente, entre as nuvens avistamos uma estátua de Nossa Senhora do Caminho. Chorei diante dela. Pedi-lhe que me desse forças, que eu queria fazer todo o caminho.Entreguei-lhe todos os meus, principalmente os meus três filhos que lhe consagrei desde o nascimento.Nas mãos do seu menino deixei o terço que a Ilse (minha mana) tinha na sua bolsa na ocasião do acidente de carro que a matou e lhe pedi especial atenção para os filhos dela e que, esteja onde estiver, que cuide bem dela.
Continuei mais animada também porque agora iniciava a descida. Já não era mais tão difícil e a natureza maravilhosa nos distraía. Eram bosques e mais bosques. Pareciam mágicos. O Igor relembrava seus sonhos de infância.
Encontramos uma lápide de algum peregrino que ficou aqui pelo caminho fazendo-nos refletir sobre a vulnerabilidade de nossas vidas, de nossos dias.
No meio de um bosque encontramos uma fonte... Que fonte!!!!!!!!!! Parecia encantada. Bebi nela a mais deliciosa água da minha vida. Ainda agora, fechando os olhos... respirando fundo, sinto-a fortalecendo todo meu ser.
De repente, eis que de repente nos deparamos com neve acumulada... O sonho do Igor...
Ele nunca vira neve e vinha sonhando com ela desde o começo do caminho. Brincou feito criança. Aos peregrinos que passavam ele a apresentava emocionado e lhes pedia que nos fotografassem.
Levamos onze horas caminhando. Pelas 18 horas chegamos a um riacho com um frio que me gelou os ossos. Estávamos finalmente em Roncesvalles.
Tomamos banho ( disse o Igor que foi o melhor banho de sua vida: água quentinha
, ducha forte capaz de tirar toda nossa canseira). Jantamos em companhia de um casal francês. Comemos sopa, truta e um iugurte, acompanhados por um delicioso vinho.
Seguiu-se a missa do peregrino a qual o Igor me acompanhou. Fiquei felicíssima por isso.
Fora da igreja um casal amigo que conhecemos no domingo em Saint Jean, brasileiros (ele: funcionário do Serpro de Brasília, ela: funcionária do senado) nos esperava. Tentamos um papo mas o frio estava demais motivo pelo qual nos recolhemos para dormir.
Que delícia deitar numa cama confortável depois de um dia de caminhada.

Saint Jean a Roncesvalles

Nesse dia começou realmente a primeira prova do caminho: Levantamos cedinho... cheios de entusiasmo, encantados com a linda paisagem: montanhas, cavalos, ovelhas, cerração... muitos peregrinos nos ultrapassavam

Saint Jean a Roncesvalles - Um teste fisico no primeiro dia de caminhada

Não sei como eu não me lembrava que era tão dificil a primeira parte do caminho, nas minhas lembranças ficaram apenas as paisagens incriveis.
Como estávamos descansados, acordamos bem cedo, as 5:30, o que não adiantou muito pois o café ainda não estava pronto, tivemos que aguardar um pouco para Maria acordar.

Comecei a caminhada excitado, a mãe estava visivelmente preocupada com o que vinha pela frente. Seguimos pelo caminho tranquilamente, a bifurcação que me havia confundido da primeira vez estava bem demarcada e começamos a subir a primeira ladeira que havia feito de carona. Chegando ao albergue que separava o caminho de asfalto do inicio da estrada de terra. A mãe já estava cansada e a subida estava no inicio. Andamos pelos lindos lugares cercados de ovelhas até o albergue cercado de nuvens, onde paramos. Havia esquecido o quão rude é aquele pessoal, somente podemos usar o banheiro se consumirmos algo, a  mãe foi comprar um café e eu filei um cigarro de uma estrangeira. Nesse lugar reencontramos nosso amigo do Serpro e sua esposa.

A mãe já estava esgotada e cogitamos a idéia de ficar por ali mesmo, apesar de ser algo como o meio do trajeto. Decidi carregar a mochila da mãe e a minha, para tentarmos chegar a Roncesvalles. Seguimos o maravilhoso caminho entre as nuvens, cercados de pedras antiquissimas, cavalos e ovelhas. Em determinado momento nos afastamos do caminho para ver o que era um vulto no alto de algumas pedras e encontramos uma estátua da virgem maria. A mãe se emocionou ao subir as pedras e deixar o terço que a tia Ilse havia deixado com ela. Fiquei extremamente feliz de proporcionar esse tipo de experiência para ela.

Paramos em um gramado para fazer o lanche e descansarmos um pouco, eu e a mãe devemos ter cochilado um pouco. Comemos pao, um otimo queijo e uma linguiça apimentada na viagem. Vi neve  pela primeira vez (com a fernanda talvez tenha visto mas achamos que era algum tipo de espuma).

Enfim chegamos ao topo, mas ainda faltava muito para Roncesvalles, mas a mãe resolveu carregar a mochila, tentei tirar um pouco do peso mas mesmo assim é pesado para ela. Eu também estava muito cansado.

Na descida havia muito barro passamos pela fronteira onde havia uma fonte que a mãe achou a melhor água de todo o caminho. Entramos na floresta que eu me lembrava, perfeita. Por falta de atenção acabamos pegando um caminho diferente do que havia feito da outra vez, gostei disso.

Chegamos as 5:30 e, por supeerlotação, acabamos ficando em umas casinhas esquisitas e afastadas. Tomei o melhor banho da minha vida, em uma água quente para recompor o frio de fora e o cansaço do corpo (o melhor banho da minha vida). Jantamos as 7, fomos ver a missa do peregrino e rumamos ao quarto, a mãe estava preocupada porque o banheiro era fora.

Não sei se conseguiremos continuar amanha.

Tirei foto das ovelhas e cavalos, nao estava tao frio quanto em 2007 mas a cerração permanecia.

Encontramos brasileiros em roncesvalles, todos preocupados com a mae, Alexandre e monica e os ciclistas de ribeirão preto)

Tivemos que ir ao banheiro de madrugada, muito frio e cerração, ouvi alguém gritar.

O meu menu peregrino foi 9E e era o mesmo de 2007

Gastos roncesvalles
12 albergue
18 janta

terça-feira, 18 de maio de 2010

Saint Jean Pied de Port

Cidadezinha antiga, repleta de histórias, de casas construídas na época do descobrimento do Brasil, de escadarias íngremes conduzindo a muralhas enormes dentre as quais hoje funcionam escolas. Quem as teria construído? Onde estão? Falam de guerras, de perseguições. No entanto, hoje entre seus muros pastam ovelhas tranquilas em meio a algazarra de crianças. Árvores antiquíssimas, de raízes enormes nos convidaram para uma pausa, melhor, para uma reflexão, uma admiração silenciosa. Cidadezinha encantadora! Ótima para se ficar por mais alguns dias... Atravessada por um rio tranquilo e de águas límpidas, cristalinas. Igor me levou para um passeio em suas margens transformadas em parque para ser curtido. Um luxo , diante do que tínhamos pela frente... Aproveitamos o dia para conhecer um pouco dessa cidadezinha francesa: sua gente, sua língua, sua vida. Abastecemos nossas mochilas para a caminhada e nos recolhemos, ansiosos pelo dia seguinte.
Ficou, com certeza, o desejo de um dia voltarmos com mais tempo.

Saint Jean - Pelo menos um dia de descanso antes de começar

Ao contrário da última vez, resolvemos tirar um dia para descansar e conhecer a simpática cidadezinha de Saint Jean Pied du Port. Contrariando a primeira impressão de quem só a conhece de noite, é uma cidade bem movimentada, as ruas são apertadas e tem muita gente na rua, seja a pé ou de carro.



Aproveitamos e passeamos bastante, vimos a feira que acontece na cidade as segundas. Passeamos pela cidadela onde, depois de uma comprida e íngrime escada, chegamos em uma muralha enorme com árvores e raízes idem. Ficamos um tempo observando e curtindo o lugar.


Voltamos a cidade e eu quis ir a um caminho muito interessante que eu havia apenas fotografado da outra vez e que, sempre que olhava a foto, me chamava a investigar. Foi uma ótima escolha, a trilha ladeava o riozinho e era muito agradável, paramos para um lanche em um dos bancos disponíveis.

Resolvi, conforme havia planejado, mostrar a mãe o caminho errado. Esse foi o trajeto que fiquei perdido por quatro horas da outra vez e sentia uma certa nostalgia que resolvi aplacar. Fizemos toda a volta e regressamos a Saint Jean (não sei se consegui fazer exatamente o mesmo trajeto).

Compramos as capas de chuva, duas vermelhas. Esperamos a padaria abrir para tentar comprar alguns comes para nossa viagem. Jantamos em um restaurante onde encontramos uns brasileiros (inclusive um Serpriano) e descobrimos que o dono tem um estabelecimento no brasil e vem para ca constantemente. Fiquei um pouco "borracho".

Fez muito frio novamente e fechamos a tarde conversando em nossa sacada, fumando um cigarro e com o anoitecer da pequena vila francesa ao fundo.


http://picasaweb.google.com/espanha2009igor/2StJean18mai2009#

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Finalmente às 11,50 chegamos em Madri. Estávamos cansados, mas empolgados. As caras dos policiais aos quais apresentamos nossos passaportes não eram de Boas Vindas. Mesmo assim depois de meia hora de fila estávamos livres para nos dirigirmos ao autobus. Eram 13,30. Começamos a curtir observando a estação, as pessoas, os serviços, afinal, a vida de Madri. Afinal, estávamos numa terra estranha. Hora de aprender, conhecer... integrar-se. Igor parecia querer captar o universo ao seu redor na sua máquina fotográfica. Principalmente quando se tratava de alguma espanholita. Seria pressentimento? Talvez sonhasse em aprisionar alguma nessa sua máquina.
Rumamos a Pamplona e dali a Saint Jean Pied de Port onde chegamos às 20 horas. O taxista nos deixou num albergue seu conhecido onde fomos muito bem recebidos. Estávamos exaustos e ansiosos por uma cama. Mas a curiosidade venceu: procuramos por uma janta e... surpresa: em terra tão distante encontramos um restaurante com dono brasileiro. E, é claro, não tivemos chance de treinar nosso espanhol.

Revivendo ...

Há uma semana a emoção tomou conta de mim, relembrando nossos preparativos ,em 2009, para o "CAMINHO DE SANTIAGO". Igor me fizera o convite há algum tempo... Mas era um sonho distante. Eis que de repente o dia chega... Deixei Campo Grande no início de maio para preparar-me melhor em companhia do Igor em Belo Horizonte, caminhando, vendo roteiro, mochila, enfim para curtir a viagem com antecedência, nos mínimos detalhes.
Na noite anterior ao dia da partida, espalhamos nossos pertences pelo chão e, um a um,os recolocamos na mochila na certeza de que não faltaria nada.
Dia 16/05 embarcamos rumo à Madri, com escala em São Paulo. No início tudo era emoção. Mas aos poucos, o desconforto de viajar sentada durante horas se fez sentir. Lembrar que abaixo de nós havia apenas a imensidão do oceano e acima o espaço infinito não era oportuno. Havia os filmes para distrair. Igor conseguiu ver algum. Eu não tive paciência para tanto.Ainda bem que me sentia meio sonâmbula...

Madrid a Saint-Jean-Pied-du-Port




Fazer um diário de bordo era meu desejo desde que comecei a planejar essa viagem com minha mãe, porém, como da última vez não consegui, tinha minhas dúvidas.

Por sorte encontrei um bloco perdido no chão de um ônibus que tomamos em Madri em direção a Sarria. Esse bloco parece que pertencia a alguém que tinha muitas encomendas, e, de acordo com os endereços de albergues, parece que tinha feito o mesmo caminho que nós.

O primeiro dia é muito extenuante, é a soma de diversos cansaços com uma extensa viagem que incorpora trechos em avião ônibus e táxi. Já não dormimos bem no brasil devido a ansiedade, o avião é completamente desconfortável e propiciou apenas alguns ligeiros cochilos. Chegamos a Madri com uma diferença de fuso horário de 4 horas. Quando fomos a alfandega, fiquei extremamente feliz com nossa sorte, éramos praticamente os primeiros da fila, claro que havia me esquecido de que tínhamos que ter preenchido o cartão de declaração e, depois de uma cara emburrada do guarda, tivemos que sair da fila para o preenchermos, quando voltamos a fila estava enorme. Soma-se a esse cansaço a expectativa de receber os carimbos e não sermos mandados de volta.

Passado o sufoco da alfandega pegamos nossas mochilas e fomos em busca do ônibus que nos levaria a estação. Impressionantemente eu ainda fui me recordando do aeroporto e lembrei de onde ele parava.

Chegamos a estação e compramos nossas passagens para Sarria, de lá teríamos que pegar outro ônibus até pamplona. Levamos duas horas e meia até Sarria e mais duas e meia até Pamplona. Quando me preparava para a viagem uma amiga me deu um número de táxi para ligar quando quisesse ir de Pamplona a Saint Jean (Hector se não me engano), pois os valores cobrados nesse trecho são absurdos para nós que recebemos em reais. O taxista  estava ocupado, mas enviou David, um jovem e conversador motorista (me lembrei que os espanhóis utilizam constantemente a expressão "Vale" que David usava), namorado de uma paranaense, que nos levou em uma hora e quinze minutos até nosso destino. O valor acabou saindo não muito mais barato, mas estávamos contentes de chegar.

Quando desembarcamos estava tarde, a maioria da pequena cidade estava fechada e David nos levou para a hospedaria que conhecia. Por coincidência (ou por ser uma das únicas que fica aberta até tarde) ficamos novamente na pousada da Maria do Camino, a mesma de 2007. É uma hospedagem cara mas não tínhamos muitas opções. Deixamos nossas coisas e fomos comer, estávamos o dia todo de jejum. Nossa primeira refeição em terras estrangeiras.





http://picasaweb.google.com/espanha2009igor/1BhASaintJeanPiedPort17mai2009#