segunda-feira, 28 de junho de 2010

28/06/2009 - Domingo

Como na noite anterior estivéssemos sem sono, arrumamos nossas bagagens e conseguimos arrumar tudo em duas sacolas. Temíamos não conseguir acomodar tudo pois compramos muita bugiganga. Com isso dormimos tranquilos até as nove horas. Arrumamo-nos, deixamos as malas na portaria, entregamos a chave com certo alívio mas também com pesar. Estava acabando uma fase deliciosa de nossas vidas. Não sei se algum dia ainda teremos momentos tão nossos, só de nós dois. Como planejáramos fomos visitar o castelo real. Antes, pela primeira vez tomamos um café da manhã ao ar livre. Um domingo de manhã em Madri. Tínhamos todo tempo do mundo e eu não queria que isso acabasse. Ao chegarmos ao palácio acabara de iniciar a visitação. Subimos aquelas escadarias imaginando reis e príncipes, princesas, histórias mil. Eram salas, salões, quartos de dormir... Pinturas... Obras de arte... Laboratórios farmacêuticos da época... O que mais nos encantou foi a coleção de cinco Stradivarius. Todo resto é só luxo, e mais luxo.
Mais impressionante ainda é o museu de aparatos militares: armaduras para soldados e cavalos, armaduras para príncipes de quatro, sete a catorze anos. Imaginamos uma criança presa numa armadura daquelas. Lanças pesadíssimas. Não sei como podiam carregá-las, muito mais lançá-las contra o inimigo.
Dali fomos ver a catedral que fica em frente ao palácio. Havia iniciado uma missa: 14 hs. O Igor aceitou assisti-la comigo.
Depois, mais um parque. Imenso. Parece que era o jardim do palácio, mas hoje está aberto ao público. Caminhamos muito, sentamos, observamos os passarinhos, crianças brincando e o mais incrível: um monumento que a Espanha recebeu de presente do Egito com mais de 2.500 anos, em agradecimento pela ajuda que recebeu da Espanha. Ele foi todo desmontado e aqui remontado pois é composto de enormes blocos de pedra de areia.
Eram mais ou menos dezesseis horas quando o Igor sugeriu de irmos mais cedo ao aeroporto. Iríamos pelas dezoito horas. Eram 16,30 hs quando, retirada a nossa bagagem no hotel, pegamos três metrôs rumo ao aeroporto.
Retiramos ali a bagagem que deixáramos guardada com nossos cajados, reordenamos nossas mochilas e uma sacolona. Tudo estava dando certo. Estávamos ansiosos pela restituição do imposto de nossas compras e com receio de termos ultrapassado nossa quota por causa da máquina fotográfica.
Queríamos ir a pé até o local do embarque quando uma atendente a quem pedíramos informações perguntou: Vão andar cinco quilômetros? Fomos, então de ônibus que estava praticamente vazio. A atendente também nos dissera que provavelmente não conseguiríamos levar os cajados. O ônibus atende somente o aeroporto e é gratuito.
Decidimos despachar logo a bagagem para ficarmos mais tranquilos. Ao chegarmos ao guichê fomos recebidos por um atendente simpático que nos recebeu falando português, pela primeira vez na Espanha. Ele tornou tudo muito fácil. Disse que poderíamos, sim levar nossos cajados. Enrolou-os com muito cuidado, plastificando-os.Pôs nossas mochilas em sacos plásticos e despachou tudo dizendo que somente os retiraríamos em Belo Horizonte. Livres dessa preocupação fomos ao BBV e sem problemas recebemos a devolução do imposto das nossas compras. Com uns dólares a mais fomos procurar um perfume que o Igor queria muito: "Versace". Eu aproveitei e comprei bastante chocolate. E... esperamos a hora do embarque: 22,50.
O avião oferecia música e filmes. Como não estivéssemos com sono olhamos os filmes. Depois cochilei. Parece que o Igor não conseguiu dormir e viu filmes a noite inteira.
De madrugada, quando o avião chegou perto da costa fomos acordados pelo comandante pois entraríamos numa zona de turbulância e teríamos que ficar em nossos lugares até novas ordens. Faltavam três ou quatro horas para o término da viagem. Não deu para perceber muito essa turbulência, só que o tempo demorou mais a passar. O Igor sentia muita dor no pé e a minha perna queimava. Mas, finalmente, depois de dez horas de vôo, às quatro e trinta e cinco o comandante anunciou que estava autorizado a aterrissar.
Ainda estávamos com medo da alfândega nos pegar por causa do limite mas ainda não foi desta vez. Indicaram-nos um saguão que estava deserto e não eram ainda seis horas da manhã. Nosso avião seguiria às oito e trinta. Pelas oito horas nos avisaram que não seria assim pois em Belo Horizonte não haveria teto por causa da neblina. Finalmente às dez horas veioa ordem para embarcarmos na última etapa da nossa viagem e às onze horas o avião aterrissou mais uma vez. Mais uma vez teríamos que passar pela polícia, esperar a bagagem, (nossos cajados também vieram) e passar mais uma vez pela fiscalização. Quando viram nossas mochilas e cajados o velhinho só perguntou se não tínhamos queijo ou jamon. Com nossa negativa ainda perguntou simpático como fora nossa peregrinação e nos liberou. Que alívio!!! Estávamos em casa. A Fernanda e o Ernesto estavam a nossa espera. Chegando em casa, mesmo sem banho, depois de trinta e duas horas só queríamos uma cama. Foi o que fizemos. Mas, não dormimos muito. Pelas dezessete horas acordamos, tomamos um banho delicioso e desfizemos as malas. Separamos os presente e fomos procurar uma pizza bem ao gosto do Igor: saborosíssima. O Igor não se conteve e ainda organizou todas as fotos colocando-as na internet e... finalmente teríamos uma noite se sono em casa, sem hora para levantar apesar do Igor que teria que enfrentar seu primeiro dia de trabalho depois de umas férias tão especiais.

domingo, 27 de junho de 2010

27/06/2009 - Sábado

Nosso último dia em Madri. Como nos dias anteriores dormimos até mais ou menos nove horas quando fomos ver o Museu do Prado. Gostei de ver o Igor contemplando minúcias, particularidades. Eu tive muita dificuldade para ler as observações de cada obra. Não sei se eram miudinhas demais ou se minha vista está pior. Deve ser a velhice mesmo. Se soubesse teria trazido uma lente de aumento. Mas, simplesmente ver, já vale a pena. Igor procurou algo para a Clara, o que ele fez, aliás, em todos os dias em que aqui estivemos. Não encontrou. Dali fomos a outro museu: Thyssen Burlemiza. Nesse ele encontrou algumas coisinhas que o satisfizeram. Pelas 2,30hs fomos almoçar. Eu sentia dor de estômago de tanta fome.Comi um talharim a bolonhesa e o Igor como sempre, um hamburguer completo. Dali fomos para a siesta. Pelas 4,30 planejáramos ir ao Planetário. Como era longe e nós dois estávamos um pouco doloridos resolvemos ver uma exposição de fotos de um fotógrafo alemão - pintura em fotos, pertinho do nosso hotel. Não gostamos. Saindo dali sugeri que ele procurasse a caneca de café que ele desejou comprar desde que aqui chegamos. Por sorte a encontrou. Aproveitamos o local para tomar um chocolate ao leite com avelãs. Uma delícia!!! Ainda tínhamos tempo. Optamos por uma visita à praça da Espanha onde acontecia uma feira e onde o Igor encontrou o turbante árabe que ele procurara durante toda viagem. De volta ao hotel eu o fotografei com ele. Como ele já é um gato, ficou ainda mais lindo com ele.
O chafariz da praça da Espanha, como de todas as praças de Madri, é fantástico. Plátanos frondosos e gramados por toda praça. Repleta de pessoas sentadas em bancos ou deitados nos gramados sombreados, sozinhos ou em grupos. Todos curtindo um sábado de tarde. É uma situação difícil de se encontrar no Brasil.
No caminho de volta ao hotel conhecemos Alexandra, uma divulgadora do Gran Piece. Igor discutiu o assunto com ela. Tivemos a oportunidade de conhecer também a recém inaugurada estação do metrô: Estação Sol. Um luxo!!!
Depois do banho, Igor ficou vendo TV e eu fiz as minhas anotações do nosso último dia em Madri. Impossível registrar tudo ...

sábado, 26 de junho de 2010

26/06/2009 - Sexta-feira

A nossa aventura está chegando ao fim. Levantamos cedo (7 e pouco) pois iríamos de metrô à estação de autobuses rumo à Àvila, cidade onde nasceu e viveu Santa Teresa, doutora da Igreja. Nosso amigo, o escritor Deonísio da Silva, quando soube que iríamos à Espanha, nos sugeriu: "Não deixem de ir à Ávila". Santa Teresa é a musa inspiradora de um dos seus livros. A viagem de ida já foi uma surpresa só pela paisagem. Uma enorme cruz de ferro ao longe entre montanhas, sobre uma colina se destacava, nos deixando curiosos. Um enorme cartaz apresentava Ávila como patrimônio da humanidade. Ao chegar compreendemos quão difícil seria escolhermos o que visitar pois só dispúnhamos de um dia. Por isso fomos atrás de uma agência de turismo e com o mapa em mãos fizemos um roteiro do que seria possível.
Iniciamos por uma Igreja antiquíssima, bem no centro rodeada de praças. As muralhas, impressionantes, deixamos para o final. Fomos à procura da igreja que foi construída sobre o local onde a santa nasceu. Foi muita emoção. Toda igreja é um museu, mas a capelinha feita sobre o local onde ela nasceu impressiona. Cada detalhe: bancos, luzes, cores, imagens, falam dessa mulher que viveu apenas sessenta e um anos mas deixou marcas que ultrapassando a sua época ainda hoje sensibilizam a quem se aproxima das coisas que ela tocou. Ficamos, Igor e eu, sentados... por um bom tempo, apenas sentindo... refletindo. Sem dúvida, CADA pessoa deixa no seu ambiente a SUA MARCA.
Ao lado da igreja há uma janela que dá para um minúsculo jardim. Teria sido um lugar muito frequentado por ela. Dali fomos a uma sala com relíquias dela: seu terço, a bengala, pedaços de tecido do hábito, uma sola do seu sapato. Devia calçar número 35. O mais impressionante é o osso anular da mão direita com a unha perfeitinha. Há também dois ossos de São João da Cruz, grande companheiro e amigo da santa. Uma cruz de mais ou menos um metro de altura feita com madeira da casa onde ela nasceu. Senti ali, principalmente e diante do rosário e da sola de sapato a mesma reção energética que senti na capelinha onde nasceu. Mas o mais intenso senti diante do seu rosário. Eu parecia sentir a energia de suas mãos me alcançarem a partir daquelas contas. Eu me sentia hipnotizada. Voltei três vezes para diante dele. Sem dúvida, algo dela ali se fazia presente. Ao chegarmos à sala havia muitos visitantes, por isso, por sugestão do Igor voltamos sozinhos com mais calma. Pedi muito por meus filhos, principalmente pela defesa da tese de doutorado da Carina, naquele dia. Seria coincidência? Gostaria de estar com ela... Na sala de relíquias há também a bula papal que declara Teresa doutora da igreja. Pedi-lhe que se fizesse presente na defesa da Carina, que cuidasse do Nando e iluminasse o caminho e a vida do Igor
Visitamos outra igreja onde três jovens foram torturados, depois assassinados pelos romanos. Uma jovem e seus dois irmãos. Uma longa escada desce ao local onde foram mortos, transfomado em capelinha. Uma das paredes é de rocha viva, testemunha implacável mas eloquente até hoje da estupidez humana, da ousadia dos que se consideram senhores da vida de outrem. O pior é que depois de tanto tempo uma grande parte da humanidade continua a mesma: matando, dominando, subjugando em proveito próprio.
Para finalizar subimos as muralhas que cercavam a cidade. Hoje a cidade se expandiu para além delas. A vista que se tem lá de cima é emocionante. O que mais impressiona é a sua imponência. Parece mais feita por gigantes e para gigantes. Depois dessa contemplação passamos para outra: um dos parques da cidade. Lindo, como todos os parque da Espanha.. Descansamos, inspiramos a energia daquele verde, sonhamos... e decidimos que, já que não poderíamos ver tudo, retornaríamos com o ônibus das 3,15 hs. Valeu Ávila!!! Encerramos com chave de ouro, nossa peregrinação. Foi o melhor que poderíamos ter feito.
Ao entrarmos no ônibus, um passageiro que viajava em frente ao nosso banco, ouvindo-nos falar em português, apresentou-se como brasileiro, trabalhando em Ávila há seis anos. Mora em Madri e às sextas feiras viaja para ver a família. É natural de Rondônia e sente muita falta do Brasil. No caminho ele nos mostrou a cruz que víramos na ida e nos explicou que ali estaria enterrado o general Franco.
De volta a Madri (tomamos dois metrôs) jantamos pizza e voltamos ao apartamento. Ao ligarmos a TV soubemos que no momento em que tomamos o ônibus pela manhã dois trens haviam se chocado sem feridos graves. Soubemos também da morte do cantor Michael Jackson.
À tarde eu mandara uma mensagem para a Carina desejando-lhe sucesso na defesa da tese. Esperamos ansiosos e, finalmente ela ligou dizendo que fora bem e que sua classificação fora "A". Que naquele momento iriam comemorar. Que alívio!!! Fiquei ligada a tarde inteira desde Ávila, mandando-lhe LUZ e energia até a hora em que ligou. Mais uma etapa vencida. A vitória de nossos filhos é a nossa vitória, a alegria deles, a nossa alegria. E... é ao UNIVERSO que eu agradeço, pelos filhos, pela VIDA.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

25/06/2009 - Quinta-feira

Fiz poucas observações nesse dia pois caminhamos muito. Estava exausta. De manhã visitamos o museu "Reina Sofia" onde o meu menino artista se sentiu hipnotizado diante de tanta obra de arte. Por sorte, nesse, ele pode fotografar à vontade ao contrário do dia anterior . Ei quis fotografá-lo embevecido diante da Guernica de Picasso, mas não consegui. Ele ficou decepcionado e eu muito triste por isso. Mas desde que meus filhos cresceram me neguei a tirar fotos por isso não sei lidar muito bem com as máquinas mais modernas. Eu os fotografava muito como se em cada foto eu conseguisse eternizar algum momento de sua infância. Hoje só quero curtir o presente pois nada... nada permanece.

Caminhamos muito pela cidade e tivemos a chance de conhecer uma das obras do grande botânico tropical e paisagista francês Patrick Blanc: um dos seus Jardins Verticais. Patrick é uma prova de que podemos transformar nossas cidades em verdadeiros paraísos ao invés de saturá-las de cimento, ferro e concreto. Agradeço ao Universo por ele existir.

A tarde, nós a passamos no Parque Bom Retiro, imenso. Todas as árvores são identificadas. O Palácio de Cristal é um espetáculo à parte, no meio do Parque. A "Rosaleda" é um espaço reservado às rosas. É um jardim de rosas em meio ao parque. Ou, talvez uma coleção de rosas? Pois a espécie que você imagina, aí se encontra. E... bancos para relaxar, deitar, namorar, sentir simplesmente o aroma delicioso. E... são imensas! Todo o caminho é enfeitado com rosas. Cada cidade... As cores? Todas, até violeta.

E as betúnias... também são maiores do que as nossas. E, cultivadas em todas as cidades pelas quais passamos. No parque há um canteiro, vários, de betúnias brancas, somente brancas. Tudo isso é maravilhosos!

E as pessoas sabem curtir as praças: encontramos pais brincando com os filhos, músicos ensaiando seus instrumentos, conjuntos se apresentando para quem quisesse ouvir, jovens namorando, pessoas idosas alimentando as pombas, cuidando de gatinhos, pessoas simplesmente dormindo. E... sobre a grama. Igor lembrava volta e meia de que não havia nenhuma placa das que há no Brasil: "POR FAVOR: NÃO PISE NA GRAMA".

Quando o sol já se punha iniciamos nossa volta ao hotel. Ainda passamos por uma feira de livros usados que por sorte estava fechando pois ficaríamos por lá, perdidos, com certeza. Foi um dia, como os outros: INESQUECÍVEL.













quinta-feira, 24 de junho de 2010

24/06/2009 - Quarta-feira

De manhã tomamos um banho de arte visitando O Matisse. O tempo se torna curto para tanta beleza. Almoçamos hambuger, siesta e à tarde Fomos à Praça Maior.
Passamos por uma feira onde havia frutos do mar. E... uma banca só servindo ostras. Igor mais uma vez sentiu água na boca. Ele acabou pedindo um prato . Eu não quis experimentar. Disse que são deliciosas. Dali fomos à Praça Maior onde estavam armando uma feira que funciona ao entardecer e à noite. Ficamos observando o movimento, as pessoas, os turistas.

Ao redor da praça há construções muito peculiares. Ficamos analisando e imaginando a vida atrás dessas janelas. Inúmeras ruas muito antigas, becos, construções muito originais ao redor da praça. Casas de moedas, de selos, de tudo, afinal. Tomamos UMA cerveja, apesar da vontade de tomar mais. Era caríssima. Na volta ao hotel curtimos cada rua, cada pracinha ( todas elas com chafariz) , cada propaganda, lojas, bares. Enfim, a vida de Madri. À noite ... tomamos vinho.







quarta-feira, 23 de junho de 2010

23/06/2009 - Terça-feira

A viagem foi pavorosa pois ainda estávamos doloridos e viajar sentado num ônibus uma noite inteira não é nada confortável. Igor disse que não conseguiu dormir nada. Eu cochilei algumas vezes. Havíamos embarcado às 21,30 hs. Chegamos às 6,30. Pegamos outro ônibus até o aeroporto para guardarmos uma mochila e os cajados. Dali pegamos o metrô que o Igor já conhecia. Para mim foi a primeira vez.
Chegando ao hotel soubemos que só poderíamos entrar, melhor, ocupar os quartos, ao meio dia. Por sorte conseguimos que guardassem nossa bagagem, e, apesar do cansaço, fomos para a rua. Procuramos uma praça, comemos bocadilho e tomamos café com leite. Até para isso tivemos que ter paciência pois estava tudo fechado ainda.
Às 11 hs voltamos ao hotel. O quarto era muito confortável, com banheira e chuveiro, e duas camas. Nessas horas o banho e cama é sempre tudo o que a gente mais quer. E... que banho gostoso!!! Dormimos até às 17 hs quando fomos à Corte Inglesa, um conjunto de lojas onde se compra de tudo. É quase um shoping. Finalmente podíamos gastar um pouco mais, pois até agora sempre nos privamos até de alguma comida mais gostosa para economizar. Nosso dinheiro estava contadinho... E... havia tantas coisas maravilhosas! Também não podíamos exagerar por causa da alfândega, pois depois de um certo limite paga-se imposto .Gastamos novecentos e poucos euros. O Igor sonhava desde o Brasil, com uma máquina fotográfica. Convenci-o a realizar esse sonho. Ele parecia uma criança que ganha um brinquedo muito desejado. Fiquei feliz vendo-o assim.
Com isso foi-se o nosso primeiro dia em Madri. E havia tanta coisa para vermos, tantos lugares bonitos para conhecermos. Guardamos nossas compras no hotel e saímos para comer um Big burger. Estávamos em Madri!!! Que chique!!! Mas... ainda cansados, por isso depois de admirarmos um pouco mais o centro da cidade, voltamos ao hotel.

terça-feira, 22 de junho de 2010

22/06/2009 Segunda-feira

Ao levantar arrumamos nossas coisas, desocupamos nossos quartos, deixamos as mochilas no hotel, tomamos um café gostoso e fomos visitar o Castelo de São Carlos, museu dos pescadores. Recebemos uma verdadeira aula sobre pesca, sobre a região, sobre a história da cidade, sobre naufrágios. E... quem nos deu todas essas informações foi um poeta com livros publicados e antigo pescador de navajas (pesca perigosa e feita artesanalmente). Infelizmente não anotei o nome dele nem de algum dos seus livros. Foi uma manhã muito rica.


Almoçamos e nos dirigimos ao hotel para esperar o horário do ônibus. Saímos às 14,30 hs em direção a Santiago onde esperamos até às 21,30 hs quando rumamos a Madri.

Antes comemos o famoso bocadilho com café na rodoviária. Na volta mais uma vez desfrutamos dessa paisagem muito, muito especial.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

21/06/2009 - Domingo.

Acordar num domingo de manhã, sem compromisso e em Finisterre (Fim da Terra), é algo mais próximo de um sonho do que da realidade. Mas a realidade acordou-nos para conhecermos um pouco mais desse mundo tão peculiar. Informamo-nos inicialmente sobre os locais mais interessantes e como chegar a eles. Optamos por conhecer inicialmente a praia do Mar de Fora, não aconselhada para banho, onde o Igor reencontrou a romena (que fizera voto de silêncio durante a caminhada) com quem fez algumas fotos. É uma praia maravilhosa!!!!!!!!! Limpinha... nada de poluição. Havia uma ilhota de areia onde se concentravam uma infinidade de gaivotas. Contei 98. Todas em terra. Talvez se preparassem para alguma apresentação especial. Como era hora de maré alta esperamos até a ilhota desaparecer completamente, enquanto as gaivotas alçavam vôo. Umas... após as outras...Procuramos depois um acesso à internet e tomamos uma cerveja.
Depois fomos à praia da Langosteira, a mais frequentada, com poucos turistas. Cheia de bichinhos minúsculos que se escondem na areia e incomodam os banhistas.Talvez sejam atraídos pela poluição. Como não era muito aprazível, ficamos pouco e decidimos almoçar hamburguer para depois sestearmos.
Renovadas as forças subimos ao Monte São Guilherme e as Pedras Santas, cada qual com suas histórias fantásticas. As paisagens são deslumbrantes e nos levam a refletir. Encontramos peregrinos e turistas descansando, contemplando... curtindo. A subida foi bem difícil pois o sol estava de rachar. A descida foi mais fácil. Foi quando o Igor filmou uma revoada de gaivotas. Dirigimo-nos, então, ao Farol, onde tiramos fotos, compramos uma água caríssima e o Igor viu uma exposição de fotos. Passamos pelo km 0, onde tiramos foto.
Voltamos ao centro, descansamos e fomos ver o pôr do sol no Mar de Fora, deitados na areia. Observando o bailado das gaivotas, admirando os barquinhos solitários que desapareciam no horizonte, os rochedos imponentes à direita, tudo leva à reflexão. O sol se pôs às 22,18hs, exatamente. O Igor o fotografou nos últimos segundos. Foi uma sequência de fotos muito lindas. Era hora de voltar e nos prepararmos para a viagem do dia seguinte. No caminho rumo ao hotel, reencontramos a Hedwig (alemã). Estávamos exaustos mas muito satisfeitos.










domingo, 20 de junho de 2010

20/06/2009 - Sábado

Este foi, com certeza, um sábado marcante em nossas vidas. Passeamos pela Espanha como turistas. E... por lugares indescritíveis.
De manhã compramos ainda alguns presentinhos. Voltando à Pousada arrumamos nossas mochilas para deixar Santiago. Sentíamos um nó na garganta. Queríamos ficar... Tínhamos que partir... Como não havia pressa, fomos de mochila e cajado à rodoviária rumo à Finisterre. Deixamos os cajados e uma mochila na Consigna (guarda volumes), pois voltaríamos por aqui para irmos à Madri. A viagem foi fantástica. Seguimos durante todo caminho pelo litoral, costeando praias lindíssimas. Lembramos que há vários peregrinos que continuam o caminho a pé até Finisterre.
Em Finisterre, o Hotel que reserváramos fica defronte da parada do ônibus. Pela primeira vez nessa viagem pegamos um quarto com banheira no quarto. O Igor, logo a aproveitou. Tomou um banho demorado para descarregar todo cansaço. As camas super macias, confortáveis. Mas, nós estávamos ansiosos para conhecer a cidade. Passeamos pelo porto, fomos até a ponta dos molhes. Como era sábado, os barcos se encontravam atracados, não havia movimento de pescadores, somente as gaivotas faziam a festa. Incontáveis, as gaivotas.
é um mundo fantástico que nem em sonhos imaginávamos. Aquele mar infinito de um lado... a fotaleza dos molhes, aquele paredão de pedra imenso avançando mar adentro, tudo era impressionante. O material de pesca variado, conforme cada tipo de pescaria, guardado nas escadarias... O vento... ahhhhhhhh!!!!! O vento mereceria bem uma canção, um poema. Ou, como diz Fernando Pessoa: "Às vezes ouço o vento passar, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido". E eu sou uma apaixonada pelo vento... Aqui senti como se minha paixão fosse correspondida: ele me abraçava, brincava com meus cabelos, parecia querer arrastar-me ao mar... E eu queria ir... sem poder... Fiquei triste por não poder ficar... por não me deixar levar... Queria estar aqui num dia de trabalho dos pescadores. Deve ser diferente... muito diferente. Aqueles barquinhos todos pondo-se a navegar ao sabor do vento...
O Igor estava ansioso para experimentar alguma comida típica de mar. Comemos uma sopa de marisco e peixe. Depois demos uma olhada nas lojinhas que também eram poucas por ser sábado. Reencontramos a japonesa de São Paulo que ia ver o por do sol bem no alto das rochas. Passeamos até cansar... e... fomos curtir nossas camas confortáveis. Ainda precisei de Dorflex para dormir.Um dia como o de hoje é uma dádiva dos deuses!


sábado, 19 de junho de 2010

19/06/2009 - Sexta-feira

Nossa rotina mudou. Não temos horários. Agora somos turistas. Visitamos lojas, compramos presentinhos. Bem que gostaríamos de comprar presentes bons para as pessoas que amamos, mas, temos que cuidar dos nossos gastos para não estourarmos nosso limite na alfândega. Igor também estava ansioso para comprar algo diferente para acampar, seu passatempo predileto.
Almoçamos hamburguer. Um velhinho muito simpático, que estava no bar, puxou conversa, nos ofereceu um pedaço de torta de batata, uma especialidade da Espanha. Os velhinhos costumam ir ao bar para conversarem e tomarem vinho (em vez de cerveja).
Reencontramos a Loide, brasileira, radicada em Nova Iorque. À tarde fizemos um tour pelos parques externos da cidade. Um mais lindo que o outro. Tivemos que escolher entre a parte interna e externa da cidade, pois é imensa. Para ver tudo o que a cidade oferece teríamos que ficar mais dias. Quem sabe um dia voltaremos para admirar tudo. Reencontramos a japonesa de São Paulo e compramos as passagens para Madri. A de Finisterre se compra só na hora do embarque. Aproveitamos para filmar os tocadores de flauta da praça da catedral e fotografá-los. É curioso como os artistas procuram as praças para se apresentarem gratuitamente.
De volta à pousada tomamos o resto do vinho e... dormimos.