Hoje foi um dia diferente. Ao sairmos, de manhã , percebi que estava com mais bolhas das quais o Diego também cuidou. Saímos mais cedo: 6,30 horas. Já fizéramos meia hora de caminhada quando o Igor procurou pelo celular e não o encontrou. Voltou correndo ao albergue enquanto eu o esperei numa pracinha, com um frio de doer. Os peregrinos todos nos ultrapassaram e perguntavam pelo Igor. Ele voltou exausto sem tê-lo encontrado. Nova saída às 7,30 horas. Com 19 km pela frente. No início tudo foi tranquilo, mas ameaçou chuva. Pusemos as capas e com isso acho que espantamos a chuva pois ela esperou até chegarmos a Los Arcos. O resto do caminho foi sob sol causticante. Descansamos uma duas vezes. Chegamos às 13,30, mais rápido do que planejáramos. O albergue é gostoso. Tomamos banho, lavamos nossas roupas, o hospitaleiro cuidou das minhas bolhas de um modo muito peculiar. E... aí começou a chuva. E... até pedras. Agradeci ao universo por estar albergada.
Fizemos aí uma nova escala de viagem para fazermos um trecho de ônibus e encurtar as distâncias mais longas. Continuaríamos de ônibus.
Às 19 horas teve a missa com bênção dos peregrinos. O Padre, muito simpático, mandou cada um dizer sua nacionalidade, deu-nos a oração do peregrino e pediu que a rezássemos todo dia. Pediu-nos orações pelos enfermos de sua paróquia que confiam muito nas preces dos peregrinos e ouvem sempre essa missa pelo rádio local.
A igreja é uma obre de arte. Nesse dia teve primeira comunhão das crianças da paróquia. Depois queríamos jantar. Como o restaurante estivesse super lotado, compramos um pão especial: baguete com lombo defumado e pimentão. Especialíssimo. Sentamos em companhia de três franceses. Tive muita chance também de treinar meu alemão com Irmgart, alemã muito simpática; com Isca e Iris, amigas desde Puente de La Reina que encontrávamos volta e meia.
Conhecemos também Sabrina, alemã, garotinha que esteve quatro semanas no Recife com um grupo de jovens de sua paróquia. Em Estella também treinei meu alemão com um senhor de mais idade, cujo nome não lembro. Conhecemos ainda o Frank, alemão; o Thomas, espanhol, muito legal. Teve ainda o mexicano Eduardo, a ucraniana (que fizera voto de silêncio), O Santiago, também mexicano. Uma médica que já fez trabalho de assistência em Moçambique, com os padres reparadores, onde aprendeu um pouco de português , também está com a perna enfaixada. Aliás, encontramos muita gente machucada.
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