Saímos de Pamplona às 7 horas. Igor estava preocupado pois haveria subidas e é quando eu tenho mais dificuldade. Até o Alto do Perdão a caminhada foi alegre e tranquila, colorida e perfumada. Nesse trecho há uma fonte que o Igor relembrara da sua primeira caminhada. Junto a ela, ele iniciou um "montículo" de pedras das quais há muitos ao longo do caminho. São sinais que os peregrinos deixam como orientação para os demais. Os passantes deixam nele a sua pedrinha, e o montinho vai crescendo...
No Alto do Perdão ventava muitíssimo. Saíramos sem café. Combináramos lanchar somente no alto do monte. Mas com o vento frio, começamos a descer e lanchamos protegidos do vento. O Igor não comeu nada até o final de hoje. Acho que está jejuando. Eu comi meia maçã. Até aí tudo foi bem pois o céu estava nublado e a paisagem liiiiiiiinda. Chegamos no topo dez pra as onze. Curtimos a paisagem, tiramos fotos e descemos. Daí há pouco o sol saiu e tudo ficou mais difícil. O Igor jogava água dentro do meu chapéu para diminuir o calor. Chegamos exaustos às 14,30 horas. Tomamos banho, conhecemos a cidade, descansamos no gramado do albergue e jantamos com uma garrafa de vinho. Restou um pouco para a viagem. Aliás, descobrimos que faz muito bem tomar um golezinho de vez em quando. Parece que renova o ânimo.
Como em todas as cidades, as de hoje primaram por suas roseiras imensas, pelos gerânios floridos e betúnias de todas as cores. Essas me lembraram da grande amiga Virgínia.
As rosas? Ah!!!!!!!! Elas existem em todas as cores possíveis e imaginárias, até matizadas. As fotos o demonstram muito bem.
Como ontem, o Igor encheu minha bengala de flores. Ele é o filho querido, amoroso, atencioso que toda mãe gostaria de ter. Companheiro e amigo, protetor. Ele mandou mensagens para a Nanda,. Gustavo e Carina. As duas responderam. Gustavo não.
Quando nos recolhemos trovejava lá fora. Eram 21,30 e ainda estava claro. Torcemos para que não chovesse no dia seguinte. Se bem que esse era um desejo só meu, pois o Igor torcia por pegar uma chuva bem gososa.
Igor estava meio chateado pois veio com o propósito de conhecer a Igreja de Eunates (famosa Igreja templária) que não visitou em sua primeira caminhada. E... dessa vez, não deixaria de visitá-la. Quantos a conheciam a recomendavam.
Infelizmente, apesar de pedirmos informações, não a encontramos. Parece que fica um pouco afastada do trajeto que percorremos. Será que algum dia teremos outra chance?
Todo suicida voa
Há um mês
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