sexta-feira, 25 de junho de 2010

25/06/2009 - Quinta-feira

Fiz poucas observações nesse dia pois caminhamos muito. Estava exausta. De manhã visitamos o museu "Reina Sofia" onde o meu menino artista se sentiu hipnotizado diante de tanta obra de arte. Por sorte, nesse, ele pode fotografar à vontade ao contrário do dia anterior . Ei quis fotografá-lo embevecido diante da Guernica de Picasso, mas não consegui. Ele ficou decepcionado e eu muito triste por isso. Mas desde que meus filhos cresceram me neguei a tirar fotos por isso não sei lidar muito bem com as máquinas mais modernas. Eu os fotografava muito como se em cada foto eu conseguisse eternizar algum momento de sua infância. Hoje só quero curtir o presente pois nada... nada permanece.

Caminhamos muito pela cidade e tivemos a chance de conhecer uma das obras do grande botânico tropical e paisagista francês Patrick Blanc: um dos seus Jardins Verticais. Patrick é uma prova de que podemos transformar nossas cidades em verdadeiros paraísos ao invés de saturá-las de cimento, ferro e concreto. Agradeço ao Universo por ele existir.

A tarde, nós a passamos no Parque Bom Retiro, imenso. Todas as árvores são identificadas. O Palácio de Cristal é um espetáculo à parte, no meio do Parque. A "Rosaleda" é um espaço reservado às rosas. É um jardim de rosas em meio ao parque. Ou, talvez uma coleção de rosas? Pois a espécie que você imagina, aí se encontra. E... bancos para relaxar, deitar, namorar, sentir simplesmente o aroma delicioso. E... são imensas! Todo o caminho é enfeitado com rosas. Cada cidade... As cores? Todas, até violeta.

E as betúnias... também são maiores do que as nossas. E, cultivadas em todas as cidades pelas quais passamos. No parque há um canteiro, vários, de betúnias brancas, somente brancas. Tudo isso é maravilhosos!

E as pessoas sabem curtir as praças: encontramos pais brincando com os filhos, músicos ensaiando seus instrumentos, conjuntos se apresentando para quem quisesse ouvir, jovens namorando, pessoas idosas alimentando as pombas, cuidando de gatinhos, pessoas simplesmente dormindo. E... sobre a grama. Igor lembrava volta e meia de que não havia nenhuma placa das que há no Brasil: "POR FAVOR: NÃO PISE NA GRAMA".

Quando o sol já se punha iniciamos nossa volta ao hotel. Ainda passamos por uma feira de livros usados que por sorte estava fechando pois ficaríamos por lá, perdidos, com certeza. Foi um dia, como os outros: INESQUECÍVEL.













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