segunda-feira, 7 de junho de 2010

Parados em Vilafranca

No segundo dia de albergue Fenix, conseguimos conversar mais com os hospitaleiros. São pessoas impressionantes, além de Jesus havia o Charles (a cara de Jesus mais novo, mas não é seu filho) e o Friederich, um nômade francês com que eu gostaria muito de conseguir manter um diálogo mais profundo. Infelizmente ele só falava francês, o que dificultava muito a comunicação, não somente comigo mas com todos do albergue. Pelo pouco que eu entendi (nos comunicávamos um pouco em Inglês, que eu e ele falavamos porcamente), Friederich disse que sentia muito por não poder se fazer entender pois tinha muitas histórias para contar, há muito tinha deixado sua terra natal e vagava por inumeros paises trabalhando em troca de comida e estadia, inclusive era por isso que estava lá, aguardando o tempo melhorar para seguir viagem. Aliás a comunicação no albergue era interessantíssima, chegava alguém da alemanha que falava com  minha mãe, que traduzia para mim que traduzia para os hospitaleiros, imagine o ruído que a informação não carregava.

Jesus nos convidou para o almoço porém a mãe não compreendeu e saímos para comer com a Loide, uma brasileira que mora em Nova York e que encontramos outras vezes pelo caminho. Quando regressamos Jesus nos conta irritado que havia cozinhado uma Paella. Nos redimimos na janta, pois ajudamos na preparação e comemos a paella, tudo na cozinha, junto com os hospitaleiros (a Paella estava ótima).

Uma garota de manaus apareceu no albergue, estudava na espanha e aproveitou as férias para passear. Era interessante, porém estava com o namorado, então deixei para lá, embora parecia que ela não estava se importando muito com o namorado.

Jesus fez um emplastro no meu pé, envolvendo-o em couve (meu pé cheirava e aparentava uma enorme salada), a dor nesse dia estava insuportável, quase não aguentei o caminho na hora do almoço.

Conversei com Fred, uma pessoa formidável, contrariando minha primeira impressão.

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