Saímos de Arzua rumo a Pedrouzo, às 6,15 hs. No caminho encontramos umas florzinhas que mamãe adorava: "Glökchen" ou campânulas. Igor fotografou-as em sua homenagem. Encontramos umas campânulas duplas, lindíssimas. Também fotografamos uma escada que talvez fosse solução para a casa da Noeli, uma escada externa que leva ao segundo andar ou ao sótão. O caminho foi tranquilo, quase sem sol. Só perto do meio dia e perto do fim do caminho é que o sol apertou um pouco. Encontramos vários memoriais, como aliás, todos os dias, de pessoas que ficaram pelo caminho, inclusive de uma que morreu dormindo já em Santiago. Contei-os até certo ponto. Acho que deu perto de vinte. Dá uma sensação estranha quando nos damos conta de que alguém como a gente chegou até aqui, e... independente de sua vontade, contrariando seus sonhos, não pode concluir o seu objetivo. É, este é o grande mistério: até onde iremos? Até onde nos levarão nossas forças? Por que afinal estamos aqui?
Pela segunda vez ao chegarmos ao albergue fomos o número 32 e 33 e eram 12,15 hs. Abriria às 13 hs. Agora, disse-me a hospitaleira o albergue está cheio: 122 lugares.
Depois da siesta fomos a um ciber-café descarregaras fotos. Tomamos uma cerveja. Igor comeu um hamburguer e reservamos por telefone,nossos quartos em Santiago para 18 e 19/06. Na volta eu comi o meu bocadilho.
Ontem nos pesamos em Arzua. Igor diminuiu sete quilos e eu só um quilo. Estou com 64 e o Igor com 77,5 quilos. Tive mais uma bolha que o Igor tratou com o carinho de sempre.
Todo suicida voa
Há um mês
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