O albergue de Cacabelos não permitia que alguém que não estivesse doente, permanecesse por mais de um dia hospedado lá então a mãe teria que ficar sozinha no albergue, o que não permitiria. Resolvemos então seguir caminho, acabamos nem indo ao posto médico por já saber que a recomendação seria ficarmos parados até o joelho voltar ao normal.
Saimos cedo e ficamos esperando o ônibus na cidade vazia, havia inscrições nazistas nas paredes. Pegamos o ônibus rumo a VillaFranca sob uma garoa fina, ele batia nas cerejetiras carregadas. Chegamos ao albergue Fênix e o casal brasileiro com o filho estava lá.
Precisamos aguardar um pouco para sermos recebidos, já que chegamos cedo, junto com vários mochileiros que estavam no mesmo ônibus que pegamos.
Os brasileiros resolveram ir a outro albergue, creio que não gostaram muito da simplicidade do Fênix. Paguei as camas junto com o jantar coletivo. Imaginei que precisariamos permanecer alguns dias no albergue e me perguntei se ficaríamos íntimos como aconteceu em Mansilla, todos ali me pareciam muito frios.
Jesus me parecera deveras rude a princípio, participamos da janta coletiva e fomos dormir.
O albergue era um antigo leprosário e, posteriormente, um hospital para peregrinos no século 17 ou 18. Ainda resta uma banheira original nas fundações.
Todo suicida voa
Há um mês
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