domingo, 13 de junho de 2010

13/06/2009 - Sábado

Deixamos Hospital da Cruz (é o nome do lugar, não é hospital, não) às 7,30 Hs. Como nos dias anteriores o caminho teve de tudo: pedras, barro, túneis verdes, altos e baixos.
Perguntamos a um morador local a finalidade de umas casinhas que se encontram por toda região, todas do mesmo estilo, melhor, iguais. Algumas mais velhas que outras, novas, algumas caindo aos pedaços, mas iguais. Ele explicou que se chamam "Orio" e que antigamente serviam para armazenar milho. Disse que há algumas que são tombadas pelo patrimônio cultural da Espanha, valiosíssimas. Contou também que antigamente quando alguém queria casar, o sogro levava a futura nora e seus pais para ver seu "ORIO" para os pais da noiva ficarem tranquilos porque a filha entraria numa família de posses.
Há também muitas casas novas mas que parecem abandonadas com capim alto até a porta além de muitas casas em ruínas.
Interessante também uma Cruz muito antiga pela qual passamos hoje, sozinha no meio do nada mas rodeada de pedrinhas, de bilhetes, de frases que os peregrinos deixam a seus pés. Chegamos em Palas del Rei mais cedo do que esperávamos pois o albergue fica a um quilômetro antes da cidade. Só abriria às 13 horas. Esperamos... Igor tocou sua gaitinha de boca...É duro esperar quando não se tem jeito de sentar tranquilo, quando desejamos ficar deitados. Mas, com paciência... chegou a hora de abrir. Que alívio!!! A hora do banho é sempre relaxante. Comemos, tomamos banho, lavamos roupa e deitamos. Havia poucos peregrinos. Perto das cinco horas fomos à cidade comprar algo para comermos. Na volta, jantamos, lemos e fomos dormir. O interessante é que às 22 horas ainda não está escuro completamente.

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