Depois de uma noite agitada por pessoas que falavam alto até tarde da noite, de manhã também fomos acordados por pessoas que levantaram bem cedo e incomodaram os que ainda queriam dormir um pouco mais. Levantamos às 7 e às 7,30 nos pusemos a caminho. Curtimos a neblina, os últimos riachos, bosques que nos três últimos dias tem sido principalmente de eucaliptos, com seu aroma peculiar que o denuncia à distância. Seu perfume é um verdadeiro tratamento de aromaterapia.
Teve muitas subidas e elas me custam muito. Ando devagar, preciso parar volta e meia para repirar mais fundo. E o Igor, numa paciência de monge.
Senti que não tivesse nesse trecho a marcação da quilometragem de meio em meio quilômetro. Isso nos animava muito nos últimos dias. Hoje a última marcação foi de 12 km. Faltariam portanto 6 km. Pelas nossas contas chegaríamos até onze horas, mas em compensação teve mais subidas e asfalto. E caminhar em asfalto não é nada agradável. E... a minha dor aumentando. Num dado momento me desesperei e chorei. Tentei esconder do Igor e me dominei.
Chegamos ao albergue quando estava abrindo:13 horas. Por sorte os quartos são com poucas camas: 8 e só 6 estavam oacupadas. A Hospitaleira foi bem atenciosa bem como a de ontem à noite que nos ajudou a telefonar para Compostela e reservar nossa pousada. Reencontrei o Rafael que me energizou em Cacabellos e o Igor em Molina Seca. Agradeci mais uma vez por sua ajuda. Foi uma tarde gostosa mas com muita dor. Fiquei com medo de enfrentar a noite e tomei um antiinflamatório. Mas meu pé e minha perna latejavam muito. Fui à uma capelinha no topo do Monte do Gozo, minúscula mas aconchegante, assistir a missa.
Todo suicida voa
Há um mês
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