Bendigo a dor que me reteve aqui para desfrutar um pouco mais de pessoas tão especiais. O carinho que o Senhor Wolf dedica a cada plantinha que enfeita esse ambiente é um reflexo do carinho que tem por cada peregrino que entra pelas portas desse albergue, principalmente os machucados. Ana e a filha Laura, não as teríamos conhecido tão bem e admirado se não fosse essa parada. Bendito caminho!!! Quanta coisa me ensinaste! Além, é claro, da melhor lição: o amor do meu garoto, a sua paciência, calma, a sua atenção constante. Está sendo um autêntico companheiro de jornada. Agradeço ao universo por esses dias.
A dor diminuiu muito, mas passei o dia inteiro com os pés inchadíssimos. À tarde, quando Ana chegou do trabalho foi em casa pegar seu carro para me levar mais uma vez ao médico. A médica achou que poderia ser por causa do antiinflamatório e suspendeu o sal. Decidimos que, de qualquer maneira não poderíamos mais ficar parados. Teríamos que continuar nosso caminho, com ou sem dor. Ficamos ansiosos para ir para cama e para nos despedirmos de Laura e Inês. As duas sumiram. Se não aparecessem não as veríamos mais para nos despedirmos. São os percalços do caminho...
Sonos interrompidos
Há 2 meses


Nenhum comentário:
Postar um comentário