domingo, 20 de junho de 2010

20/06/2009 - Sábado

Este foi, com certeza, um sábado marcante em nossas vidas. Passeamos pela Espanha como turistas. E... por lugares indescritíveis.
De manhã compramos ainda alguns presentinhos. Voltando à Pousada arrumamos nossas mochilas para deixar Santiago. Sentíamos um nó na garganta. Queríamos ficar... Tínhamos que partir... Como não havia pressa, fomos de mochila e cajado à rodoviária rumo à Finisterre. Deixamos os cajados e uma mochila na Consigna (guarda volumes), pois voltaríamos por aqui para irmos à Madri. A viagem foi fantástica. Seguimos durante todo caminho pelo litoral, costeando praias lindíssimas. Lembramos que há vários peregrinos que continuam o caminho a pé até Finisterre.
Em Finisterre, o Hotel que reserváramos fica defronte da parada do ônibus. Pela primeira vez nessa viagem pegamos um quarto com banheira no quarto. O Igor, logo a aproveitou. Tomou um banho demorado para descarregar todo cansaço. As camas super macias, confortáveis. Mas, nós estávamos ansiosos para conhecer a cidade. Passeamos pelo porto, fomos até a ponta dos molhes. Como era sábado, os barcos se encontravam atracados, não havia movimento de pescadores, somente as gaivotas faziam a festa. Incontáveis, as gaivotas.
é um mundo fantástico que nem em sonhos imaginávamos. Aquele mar infinito de um lado... a fotaleza dos molhes, aquele paredão de pedra imenso avançando mar adentro, tudo era impressionante. O material de pesca variado, conforme cada tipo de pescaria, guardado nas escadarias... O vento... ahhhhhhhh!!!!! O vento mereceria bem uma canção, um poema. Ou, como diz Fernando Pessoa: "Às vezes ouço o vento passar, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido". E eu sou uma apaixonada pelo vento... Aqui senti como se minha paixão fosse correspondida: ele me abraçava, brincava com meus cabelos, parecia querer arrastar-me ao mar... E eu queria ir... sem poder... Fiquei triste por não poder ficar... por não me deixar levar... Queria estar aqui num dia de trabalho dos pescadores. Deve ser diferente... muito diferente. Aqueles barquinhos todos pondo-se a navegar ao sabor do vento...
O Igor estava ansioso para experimentar alguma comida típica de mar. Comemos uma sopa de marisco e peixe. Depois demos uma olhada nas lojinhas que também eram poucas por ser sábado. Reencontramos a japonesa de São Paulo que ia ver o por do sol bem no alto das rochas. Passeamos até cansar... e... fomos curtir nossas camas confortáveis. Ainda precisei de Dorflex para dormir.Um dia como o de hoje é uma dádiva dos deuses!


Um comentário:

  1. Esse banho de banheira foi memorável, depois de tanto tempo dividindo banheiro. Finisterre era mais um dos lugares da espanha em que moraria tranquilamente.

    ResponderExcluir